terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Não sei se fico ou caminho.
Não sei se canto ou declamo.
Não sei se choro ou encanto.
Não sei se guardo ou declaro.
Não sei me entrego ou preservo.
Não sei se te alugo ou te julgo.
Não sei se maltrato ou me mato.
Por mais que eu tente encontrar a saída, acabo me escondendo nessa areia movediça. Isso é tão assustador. Você avista uma luz, faz de tudo para alcança-la até que na metade do caminho encontra aqueles que fazem questão de jogar um balde de água fria na tua pequena apresentação. Logo naquele momento, naquele, justo naquele, por quê? A entrega estava definida, entre lágrimas e dores nada se diferenciava. Gostava daquilo, gostava mesmo, nem era possuir, porque possuir é não ter. Até que uma ventania passa sobre o teu rosto fazendo-a enxergar os contos que estavam escondidos, e - as realidades que precisavam ser vistas. A mente perturbada e misturada deu seu último adeus: Jovem do jeito que sou não pude deixar isso me abalar, ergui a cabeça e volto a desenhar. Monique Paixão.

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